Ingresso na UFMG
Início da formação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Minas Gerais — primeiros encontros com o projeto, a cidade, a tecnologia e a representação como territórios de investigação.
Trajetória profissional · 2014 — 2026
Da pesquisa universitária à liderança de projetos de grande escala — uma trajetória tecida por fios contínuos: a investigação sobre arquitetura e tecnologia, a gestão de projetos complexos, o enfrentamento de desafios espaciais e programáticos e a exploração do detalhe, da materialidade e do processo construtivo — da pequena à grande escala. Formação, estágios, concursos premiados e empreendimentos de grande porte, reunidos em ordem cronológica.
Início da formação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Minas Gerais — primeiros encontros com o projeto, a cidade, a tecnologia e a representação como territórios de investigação.
Iniciação científica no Grupo Indisciplinar (EA-UFMG), dedicada aos vazios urbanos de Belo Horizonte. Mapeamento colaborativo de mais de 1.000 registros em workshops abertos e articulação entre UFMG, PUC Minas e Izabela Hendrix, resultando em mais de 100 propostas de requalificação. Ali se formam, cedo, dois interesses que percorreriam toda a trajetória: a cidade como sistema aberto e a construção coletiva do espaço.
Orientação — Natacha Rena e Marcelo Maia · Grupo Indisciplinar / EA-UFMG
Infopoint Olimpíadas · Projetar.org
Investigação de um equipamento urbano aberto à indefinição — espaços que recusam o uso fixo e convidam à apropriação e à reprogramação contínua pelos próprios usuários.
Equipe — Caio Nepomuceno, João Pedro Pujoni, Lucas Fukuda e Thomaz Yuji
Primeira imersão em computação aplicada à arquitetura — design paramétrico, modelagem avançada e renderização de projetos em imagens e vídeos. Participação no levantamento cadastral do Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em João Pessoa, uma das edificações mais representativas do barroco brasileiro — exercício de desenho técnico de alta precisão diante de geometrias de grande complexidade.
Orientação — Mateus van Stralen
Amsterdam Play School · Archmedium
Uma praça pluripotente organizada por uma infraestrutura robótica capaz de reconfigurar mobiliário, banheiros e salas no plano horizontal e vertical — tornando o programa rígido obsoleto em favor de um espaço dialógico que convida seus usuários à reprogramação contínua. Primeira materialização de um tema que se tornaria recorrente na trajetória: a relação entre arquitetura e tecnologia como ferramenta de transformação do espaço.
Equipe — Caio Nepomuceno, Diego Fagundes, Erica Mattos, Guilherme Vasconcellos, Lucas Fukuda e Mateus van Stralen
Experiência em projetos de interiores residenciais e comerciais, cenografia e arquitetura efêmera. O trabalho com instalações temporárias e espaços de curta duração afinou a leitura do espaço na escala do corpo e do detalhe — um repertório de agilidade, experimentação e resolução rápida que mais tarde complementaria a atuação em projetos de grande porte.
Orientação — Renata Rocha e José Ricardo
Sistema Labcidade do Conde (SLC)
Proposta para a reurbanização do Centro de Conde (PB). Dois anos após o Amsterdam Play School, a mesma investigação sobre espaços adaptáveis migra da escala do edifício para a da cidade: o Sistema Labcidade do Conde recusa o plano fixo em favor de uma arquitetura que se adapta ao desejo coletivo ao longo do tempo. Organizada em três camadas de infraestrutura (longa, média e curta duração), com ferramentas de design paramétrico e fabricação digital, o sistema devolve ao cidadão a autoria do espaço urbano — uma estratégia simultaneamente cibernética e democrática contra a gentrificação.
Equipe — Caio Nepomuceno, Diego Fagundes, Erica Mattos, Guilherme Vasconcellos, Mateus van Stralen e Marcelo Azarias
Experiência em arquitetura de interiores residenciais e comerciais, com destaque para bares e restaurantes — ambientes onde material, luz e identidade definem a experiência. O domínio da escala íntima e do detalhe construtivo, somado à sensibilidade atmosférica, formou uma base de projeto que daria consistência ao trabalho posterior em empreendimentos de grande complexidade.
Orientação — Sarah Floresta e Paulo Campos
Conclusão da graduação com o trabalho final “Do átomo ao bit, do bit ao átomo”, selecionado como Destaque UFMG — projeto-pesquisa sobre as relações entre o físico e o digital na arquitetura contemporânea. Síntese das investigações iniciadas na iniciação científica e nos concursos, o trabalho firma a base conceitual que orientaria toda a atuação profissional na fronteira entre projeto e tecnologia.
Entrada no mercado de trabalho em escritório de médio porte com atuação em projetos de grande relevância institucional. Em dois anos, progressão de trainee a coordenador de arquitetura — um percurso de crescente autonomia que consolidou as bases da prática profissional.
Ampliação da sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais — edifício institucional de grande porte inserido em área de impacto urbano e patrimônio histórico, com todas as implicações de escala, programa e responsabilidade pública que isso representa. O projeto atravessou toda a passagem pela Urbana: ingressou como trainee e o concluiu como coordenador de arquitetura, acumulando liderança de equipe, especificação técnica rigorosa e interface com órgãos públicos e de preservação. Foi também o primeiro campo de aplicação profissional da investigação em tecnologia iniciada na graduação — modelagem avançada em BIM e Revit a serviço de um projeto de altíssima exigência técnica.
Após consolidar a coordenação de arquitetura na Urbana, ingresso na BCMF Arquitetos, escritório de referência em projetos de grande escala em Belo Horizonte — uma transição que ampliou significativamente a complexidade dos programas, das equipes e das responsabilidades, e que levaria, anos depois, ao estudo formal da gestão de projetos.
Empreendimento residencial multifamiliar de alto padrão — primeiro projeto na BCMF com responsabilidade integral de coordenação, da concepção ao acompanhamento de obra. Uma experiência de travessia completa do ciclo do projeto, com a complexidade de gerenciar múltiplos agentes ao mesmo tempo: equipe interna, projetistas complementares, incorporadora e obra.
Três unidades de um complexo escolar de grande porte — tipologia que concentra programa diversificado, exigências técnicas elevadas e prazos rigorosos. A experiência consolidou a condução de projetos do estudo ao canteiro e levou à grande escala o cuidado com o detalhe e a materialidade antes exercido na pequena escala, articulando instituição de ensino, equipes multidisciplinares e a realidade da construção.
Promoção a líder de projetos — passagem de uma posição de execução qualificada para a responsabilidade plena sobre equipe, processo e entregáveis. O desafio de gerir projetos de escala excepcional motivou o início da pós-graduação em Gestão de Projetos na USP, em paralelo à prática. É também nesta fase que começam as primeiras investigações em Inteligência Artificial aplicada à arquitetura.
Aprofundamento formal na disciplina de gestão de projetos, na Universidade de São Paulo. A decisão nasce diretamente da prática: a coordenação na Urbana e a liderança na BCMF revelaram que conduzir projetos de larga escala e alta complexidade é, antes de tudo, um desafio de gestão — de pessoas, prazos, processos e expectativas. A pós-graduação dá lastro teórico e método a uma competência construída no canteiro e na prancheta.
Masterplan urbano de grande impacto na cidade de Contagem — projeto que demandou transitar entre escalas muito distintas: do planejamento territorial à definição volumétrica das edificações, passando pela interface com a prefeitura e pelo licenciamento de um empreendimento de impacto. Um retorno, agora em escala profissional e à frente da equipe, ao interesse pela cidade que abriu a trajetória na pesquisa sobre os vazios urbanos.
Microhome · Kingspan / Buildner
Resposta à crise habitacional: uma casa mínima, acessível e, sobretudo, adaptável. Contra a lógica do modelo único — como o do “Minha Casa, Minha Vida”, que achata os aspectos espaciais, simbólicos e humanos do habitat —, a proposta é um sistema modular em kit de peças, pré-fabricado, que parte de uma unidade autossuficiente e cresce e se reconfigura conforme as necessidades de cada família. Não um abrigo temporário, mas um lar de baixo carbono e longo ciclo de vida — e mais um capítulo do interesse recorrente por espaços abertos à transformação pelo usuário.
Requalificação e retrofit do Estádio Serra Dourada — obra original de Paulo Mendes da Rocha — em um complexo esportivo, de lazer e urbanístico de grande escala em Goiânia. O projeto de maior porte da trajetória até o momento, de elevada complexidade espacial e programática, demanda conciliar a intervenção sobre uma edificação de referência da arquitetura brasileira com as exigências contemporâneas de uso e programa. À frente de uma equipe interna de até 12 profissionais, a experiência aprofundou tanto a gestão quanto a investigação técnica: BIM em Revit com famílias paramétricas, automações em Dynamo e scripts em Python para extração de dados e resolução de geometrias complexas.